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Colesterol alto: nada de ficar em pânico

Atualizado: 28 de mar. de 2025

Exames médicos para prevenção de muitas doenças é rotina para milhares de brasileiros.



Você já deve ter se deparado com um familiar, amigo ou colega de trabalho que tenha se desesperado ao receber seu exame preventivo com o diagnótico de colesterol elevado. Muitos, inclusive, acham que terão uma vida muito curta se não tomarem uma atitude urgente.


Mas, graças a ciência, podemos afirmar que o colesterol não é esse monstro tão temido por homens e mulheres que não querem que um infarto interrompa com suas vidas de forma precoce e abrupta.


Afinal, qual o papel do colesterol em nosso organismo?


O colesterol é um lipídio, mas, diferente de outras gorduras, ele não fornece energia para o nosso corpo.


Formação da membrana plasmática, síntese de vitamina D, bile e hormônios como estrogênio e testosterona e o desenvolvimento fetal são algumas das funções do colesterol.


O colesterol possui funções vitais no organismo humano.

O colesterol é fornecido ao nosso organismo através dos alimentos de origem animal, como as carnes, ovos, vísceras, crustáceos, manteiga e leite. As gemas dos ovos, vísceras em geral e produtos processados são os maiores fornecedores diretos de colesterol.


Entretanto, outra fonte, pouco conhecido e bastante desconsiderada, é a produção endógena de colesterol que, muitas vezes, de forma equivocada, é chamada de colesterol genético.


Carboidratos de alto índice glicêmico, como massas, arroz, pães, batatas e doces, elevam rapidamente a insulina, fazendo com que o fígado utilize boa parte destes carboidratos para fabricar mais colesterol.


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Os carboidratos simples, como as massas e doces, são os maiores fornecedores de colesterol para o nosso organismo.

Através do sangue, o colesterol é transportado do fígado para os tecidos e dos tecidos para o fígado, sempre associados às lipoproteínas, uma espécie de transportador de lipídios, proteínas e outras substâncias.


As lipoproteínas mais conhecidas, e amplamente estudadas e analisadas em exames laboratoriais, são a LDL e o HDL.


A LDL é responsável pelo fornecimento de colesterol para os tecidos periféricos utilizarem em seus processos , como na manutenção e integridade da membrana plasmática.


A HDL faz o transporte reverso do colesterol, captando o colesterol dos tecidos e retornando para o fígado, onde ele será fundamental para a formação dos ácidos biliares ou excretado pela bile.


A HDL também possui um papel importante para o fornecimento de colesterol para algumas glândulas sintetizarem seus hormônios, como a testosterona, muito importante para o aumento e manutenção da nossa massa muscular.


O desequilíbrio no metabolismo do colesterol, como níveis elevados de LDL e reduzidos de HDL, estão associados ao infarto.

A doença arterial coronariana, conhecida também como aterosclerose, é uma condição que causa uma redução do fluxo sanguíneo para o coração. Esta redução é ocasionada pela formação de placas na parede do vaso sanguíneo, constituídas de colesterol, gordura, proteínas e cálcio.



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Tratamentos farmacológicos, mudanças de comportamento e procedimentos cirúrgicos, nos casos graves, são necessários para evitar que o fornecimento de sangue seja prejudicado e cause um infarto cardíaco, que pode ser fatal.



Porém, é frequente observarmos pessoas com níveis de colesterol considerados normais sofrerem infartos, enquanto outras com níveis de colesterol acima dos valores de referência terem uma vida sem complicações cardíacas.

Colesterol elevado não é um veredito para infartar.

Há décadas, estudos têm sido realizados com o objetivo de compreender melhor os mecanismos que envolvem a formação da placa aterosclerótica e, consequentemente, o infarto miocárdico.


Um destes estudos, realizado numa grande população norte americana, analisou alguns fatores de risco sobre a mortalidade cardiovascular.


Os pesquisadores observaram que indivíduos com baixa capacidade física, mesmo com níveis adequados de colesterol, tinham uma maior incidência de doença cardíaca que aqueles com alta capacidade física, inclusive, naqueles com níveis de colesterol considerados alarmantes.


Desta forma, parece que o fator mais importante para evitar ou reduzir o risco da doença arterial coronariana é o nível de aptidão física, e não os valores de colesterol no sangue, pois pessoas com capacidade cardiorrespiratória adequada apresentam uma maior saúde vascular, independentemente de outros fatores de risco.


Se preocupe em estar fisicamente apto, e não com o seu colesterol se você não quiser ter um infarto.

O nível de aptidão física é avaliado através de um teste de esforço realizado por um cardiologista, o qual irá diagnosticar o grau da sua condição cardiorrespiratória.


Mas qual o melhor exercício para deixar sua aptidão física em padrões satisfatórios para reduzir o risco de infarto do coração?


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Os exercícios mais adequados em elevar o seu nível de aptidão física são os mais intensos, aqueles que fazem o coração bater num ritmo acelerado e alto, deixando você um pouco ofegante. Se o seu coração não chega a pelo menos 140 batimento em um minutos durante determinada atividade física, ele será muito ineficiente para melhorar sua aptidão física.


Para saber se a sua intensidade de exercício dentro do considerado intenso, é preciso calcular sua zona de treinamento.


Primeiramente, calcule a sua frequência cardíaca máxima, através da fórmula 220 - idade.


Durante sua atividade física, garanta que a intensidade esteja adequada para garantir que seus batimentos sejam pelo menos 80% da sua frequência cardíaca máxima. Se estiver abaixo, aumente a velocidade repetições ou coloque carga adicional.


Para exemplificar, se você tem 40 anos, sua frequência cardíaca máxima será de 180 batimentos por minuto (220 - 40 = 180), e seus batimentos durante a atividade física deverá chega em 144 (80% de 180).



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A corrida contínua, frequentemente utilizada pelos corredores, foi comparada com várias corridas de menor duração mas de intensidade superior, um protocolo conhecido como HIIT.


Este estudo verificou que o treino HIIT apresentou os melhores resultados sobre os marcadores de risco de aterosclerose, como colesterol, HDL, LDL, proteína C reativa, índice aterogênico plasmático e interleucina-6.


Outro estudo comparando estes dois tipos de atividade, HIIT versus contínuo, observou que o treinamento intervalado de alta intensidade possui efeito superior sobre a melhora da função vascular do coração, como uma menor rigidez arterial, menor estresse sobre a parede do vaso e aumento do fluxo sanguíneo mediado pela dilatação dos vasos que perfundem o coração.


Exercícios de alta intensidade, como o HIIT, apresentam melhores resultados para o coração.

Apesar dos melhores benefícios do HIIT, é necessário realizar uma avaliação médica e física para que o treino seja ajustado para cada pessoa, pois exercícios mais intensos requerem um controle maior da prescrição do exercício para evitar lesões ortopédicas ou fadiga excessiva que não são raras nestes modelos de treinamento.


Se quiser mais informações, nos chame no whatsapp


Treino fofo, como caminhadas leves ou exercícios localizados de fortalecimento, não vão mudar sua condição e deixar seu coração forte, é preciso suar a camiseta e colocar os batimentos cardíacos na zona ideal de treinamento.


Então bora treinar e deixar o nosso melhor amigo saudável!


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Escrito por Marcelo Costa, profissional de educação física e doutor em bioquímica.

 
 
 

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